quinta-feira, 30 de junho de 2011

Já que anda toda a gente a falar na morte de Angélico sinto-me na obrigação de falar um pouco também.
Tenho pena de facto por ele ter morrido, era bastante novo e não merecia morrer, como ninguém merece claro.
No entanto acho absurdo todo este mediatismo. A familia numa altura como esta deverá querer viver a dor sem incomodada, em privacidade sem camâras ou fotografos perto de si, sem dezenas de pessoas, que nunca conheceram o Angélico sem ser da tv a quererem ver o corpo.
Compreendo que todos os fãs queiram prestar homenagem, sim percebo, mas compreendo que deve ser dificil para a familia ter de partilhar este momento doloroso com pessoas desconhecidas.
Achei muito injusto o facto de o hospital ter disponibilizado uma sala para familiares e amigos, e antes que me intrepetem de forma errada eu explico, se fosse uma pessoa, dita normal como qualquer um de nós não teria direito a tantas visitas nem sequer a uma sala privativa para a familia, mas a partir do momento em que é estrela de novela já tem acesso a tudo. Não se ouviu dizer que a familia da outra ocupante do veiculo que continua em estado grave tiveram direito a essa sala, alias, não se ouve falar nada sobre os outros ocupantes do veiculo.
Ele não teve culpa alguma, a culpa é do País em que vivemos que faz grandes distinções.
Pior, todo este mediatismo com o estado de saúde dele e da sua morte só eclipsou a situação do País, parece-me que foi aqui uma estratégia que arranjaram.
Sobre o facto do acidente propriamente dito, bem, não comento o facto de ele ter colocado ou não ter colocado cinto. Nunca se saberá a verdade, uns dizem que sim outros dizem que não, mas que é de facto uma tremenda inconsciencia anda sem cinto é, e todos deveriam sabê-lo.
Excesso de velocidade que posso dizer... Em tempos cheguei a conduzir a 160 km/h numa autoestrada e fazia-o normalmente, no percurso escola-casa, e sim sabia que era errado, mas a velocidade aliciava-me, até que tive um grande acidente em que ia a 120 km/h e que não sei como saì ilesa, sem qualquer arranhão.
A partir desse momento fui incapaz de exceder o limite maximo de velocidade, e assusta-me imenso a velocidade, quer seja eu a conduzir ou não, simplesmente fiquei com receio.
Não o posso criticar, se fosse eu em tempo também teria viajado a alta velocidade, ainda por cima com um carro como aquele.
Felizmente hoje não sou assim e ainda bem que me apercebi de quanto errada estava, da forma como punha a vida de outros em perigo ao andar tão rápido.
Mas pior que o excesso de velocidade, e agora fugindo um pouco ao assunto do Angélico é o facto de conduzir embriagado! Não suporto mesmo, não percebo como é que as pessoas são irresponsaveis e esse ponto, e ainda pior, vangloreiam-se por isso!
Juro que não entendo e que me revolta imenso.
Mas uma coisa é certa, são sempre esses os que têm mais sorte, nunca lhes acontece nada, e por vezes, familias que ia de regresso a casa nunca mais voltam, porque alguém lhes tirou a vida.
Quanto ao Angélico, as minhas condolências à familia, e as melhoras daquela que continua internada.

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